domingo, 17 de abril de 2011

Noite silenciosa

Naquele dia
Quase que por piedade
Uma chuva bem fininha
Acalmava o universo
E deixava a noite fria

Tudo era lembrança e vazio
Só a presença forte, e saudade...
Em tamanho desvario,
Um cheiro de liberdade...

Sentindo o entardecer
Da noite, o enternecer
A inevitável vontade
De a luz adormecer.

Que a graça de cair
Das mais altas nuvens
Fosse apenas voar
Por um breve instante

Bem abaixo a escuridão
Logo acima o brilho da lua
No meio à multidão
Um calor urgente de rua...

Pedro Torres
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