sábado, 5 de junho de 2010

Leva-me!

Além do horizonte, ao gosto que gostei
Perto da fonte dos sonhos que sonhei
Nas noites que acordei, nos dias que dormi

Da vontade que senti, das coisas que esqueci...
Ao viço antes solidário, dos desejos que deixei.
Ora insepultos por Terra, átono, inerte!

Átomo de qualquer força que a liberte!
Traz-me à mansidão das tuas certezas
E ao marasmo de tua perfeição!...

Busca-me dessas relvas olentes
O medo e, foge de mim silêncio!
E não me apavores quietude...

Do que não esqueço um só instante
Dos momentos que estiveram tão iguais
Onde subi ladeiras inteiras e a vi, vida

Nela, tão bela, e senti a vertigem...
Porque é criança quando somos primavera
A abrir clareiras em um peito ainda virgem.

Pedro Torres

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