segunda-feira, 19 de abril de 2010

Escuro

A companhia desta noite
É o abjeto negror da vida,
Toda aquela escuridão...

Crepúsculo que acompanha,
Sem descansar seus passos
Do futuro, o que inda falta...

Que diria outro poeta?
Bebe a dor em si,
Até enlouquecer um tempo

Volta à incerteza da vida e,
Dada a certeza da morte,
Abriga-te sob o certo Sol.

E esta noite, somente noite,
Dedica-te a batalha nossa
Acolhei um só guerrear!

Pedro Torres

2 comentários:

  1. Tem dor que vale, para que assim possamos amadurecer e crescer como ser humano. Ninguém aprende só na felicidade. Mais e quando essa dor toma o lugar de tudo e nos torna escravos das nossas proprias lembranças e pensamentos?
    [...]

    ResponderExcluir
  2. Bendita seja toda dor que nos torne escravos das nossas próprias lembranças e pensamentos!

    Banida seja toda dor que nos torne escravos das lembranças e pensamentos impróprios!

    Ou não é quando nos escravizamos aos próprios pensamentos que somos verdadeiramente livres? Quando o preço já nem importa, mas o que adquirimos com a nossa mais dolorida paga, um doer, às vezes, até demais?!

    Diz-se que: Deus não manda carga que não suportemos. Isso não é verdade! Há as vezes em que a carga é maior que a nossa força... O que podemos fazer?

    Ora, somos livres, certo? Então faríamos assim:

    Meu Senhor, parte desta carga que me concedeste, eu a deixarei aqui neste chão e seguirei com a que posso carregar, quando chegar a metade do caminho virei buscar a outra parte.

    Meu Senhor, tu terás que me avisar quando eu estiver na metade do caminho, para que eu busque a outra parte da carga que te devo. Mas, te suplico, não permitas que eu conviva com a lembrança exata do tempo que me resta.

    Por pior que seja o azedume, este não é para sempre, assim como não o é todo o tempo da doçura.

    Forza oggi e siempre!

    Pedro Torres

    ResponderExcluir

Direito à Réplica Poética...