quarta-feira, 14 de abril de 2010

Contra o amor

Minh'alma foi não sei para onde,
qualquer dia me contem do amor,
virei parte do nada,
desafiei as paixões,
apaguei todos os sentidos e sentimentos,
mostrem-me porquê perdi a razão.

Hoje não sou amante, só apaixonado,
quero minha fêmea de volta,
minha outra parte, o que foi daqui,
quero viajar por outros tantos lugares,
temos todos os amores e a coragem,
falta um sim ou então vem sem avisar.

Corro contra os ventos e mares,
o sol não me assusta,
deixem que floresçam as flores,
não sei mais escrever,
preciso antes arder de amor,
não lembro das luzes das estrelas,
sem destino perdi a memória,
luto contra a falta que me faz.

Meu sorriso volta quando vem,
viro menino por um tempo,
estendo minhas mãos,
entrego-me à sua ternura,
deixo ir por onde o instinto nos leva,
não sei mais dos meus sonhos,
paro por alguns instantes e lembro,
talvez ainda volte, a esperança é um talvez.

Quantos corações queria ter,
entregaria todos às nossas paixões,
faríamos planos novos para muitos amanhãs,
deixaríamos marcas em todos os amantes,
os dias e as noites teriam razão de existir,
diríamos ''não'' às despedidas,
as partidas ficariam proibidas,
íamos ser muitos em um só amor.

Quero as nuvens negras longe,
alguns medos ainda me rondam,
preciso de um Deus que me proteja,
que deixem longe os ventos do mal
e as tempestades que devoram a confiança,
sou justo e quase sempre injustiçado,
a paixão vai quando não quero,
o amor chega quando a solidão entra no peito.

Não sou contra o amor, a paixão,
não quero outro coração no meu,
sinto falta de seus carinhos, das horas juntos,
preciso plantar outra flor,
cantar outras músicas e sorrir,
talvez volte o desejo de me entregar,
quero a ansiedade, as promessas de amor,
guardei tudo aqui, só falta você.

Caio Lucas

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