sábado, 20 de fevereiro de 2010

Em branco

Amor que tarda
Noite que finda
Esperança vazia
Celeiro de vida...

Não querer falar
E não escutar
E fugir da luta
Sem se queimar...

Alvor d’outro dia
Se de iluminar
Arder dos olhos
Recriar a dança...

E sem qualidades
Em última centelha
O verso espelhar
Doer de saudades...

A pressa é o passo
Fatal da batalha
O cortar de navalha
Do fio e da morte...

Pretender o apreço?
Eis o recomeço
Do teu jardim
E nada de mim...

E, se me falto
Nada me sobra
A merda da obra
Gritar bem alto.

Pedro Torres
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