sábado, 9 de janeiro de 2010

Chora, às pedras...

Quando a chuva serena cair, lá fora...
Quando o amor disser, não chora
Que já não vai embora...

Que o tempo, parou pra nós...
E jamais ficaríamos sós, àquela hora
Quando nosso amor é para sempre...

Lembra-te de tudo que aprendemos
Dos trovões na invernia: Amo você!
E beijos de relâmpago, um céu negro,
Iluminado em nosso canto, em verso

À noite de luar, numa luz de amar
As lágrimas, que não te furtariam a paz
À justa luta quanto digna a causa

Amamos até durante a despedida e, a vida
Viu-se principiar da nova estação, de regressar
Assistir a dor e conduzir um sorriso feroz...

E, sobre as pedras, a magia do horizonte atroz
Que ouvimos o infinito, e cada melodia da voz
Que se fez pra nós, até o surgir do outro dia...

Meu sol, minha vida, minha luz, meu tudo.
Só o polimento da mão separa a ágata,
Ah! Doce lado da minha amargura...

Pretensão de poeta falar do amor
E da dor que imensamente sente e,
Fingir-se tão completamente, o que deveras...
Que náufrago da própria embarcação!

E teus olhos, se porventura choras
É cascata de lágrimas que canta
O amor que a saudade decanta...

Vem, transborda-me a represa
E preenche-me de tua alegria
Faz-me pleno, em tua companhia
Sê comigo, a rima da minha poesia
Dá-me o sossego da tua inquietude

Depois de tudo, permanecer contigo
Quanto Arlequim ardesse e desejasse
Um amor de Colombina, em prantos
Partiria ao coração do Pierrot?!

Ah! Quanto quero isso, fevereiro...
Dizer-te, te amo, e a calmaria
De um sono razoável e, pra sempre!
O abissal carnaval!

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...