segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Meu amor

Nas últimas brisas deste verão
Vim aqui neste verso, soprando
Ecos de um coração tão mais árido
Aprendendo a reconstruir as palavras
Pois é tempo de sair pra voar, passarinho

Alegres momentos às margens do rio
Nem a mais singela melodia irá tocar
Levanto a cabeça após um leve pranto
E começo a voltar de um breve vôo

Retornando, retomando, a nossa conversa
Antes interrompida, de eu com saudades
Agora um pouco mais sábio e mais velho

Aprendizes na mesma jornada, e o professor
Um leal principiante e aquele poço de insensatez
Tão lúcidos na mata, ambos, o guia e o pecador

O agonizante inerte sorriso de um espantalho
Que gira em volta de si e nada espantador
Ingressa a cena em minha mente e o peito meu
Se desfaz em mil pedaços e cada um deles, teu

A chuva então bate no chão, principiando a invernada
Num eterno instante, de um poeta regressando
E minhas frases vulgares de miséria e dor
Vão-se nas asas de um novo dia, de vida...

Onde exatamente que ficaremos juntos?
Encontro minha luz, esperança e a força em ti
E renasce o poeta, lá daquelas altas serras
Meu orgulho, minha fortaleza, meu refúgio.


Pedaço de mim.

Pedro Torres
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