sábado, 12 de dezembro de 2009

Ciúme da água

Água de bonitas cores
Com seus profundos rumores
Me diga de onde vem
Nessa via tortuosa
Cada curva perigosa
Solitária e espinhosa
Mas sei que você quer bem

Aqui não conhece nada
Mas não errou a estrada
O seu caminho está certo
Diga que você não erra
Me diga se viu na serra
Uma casinha de terra
Inspiração do deserto

Oh água aquela casinha
Foi propriedade minha
Consolo da minha mágoa
Hoje vivo na cidade
Soluçando de saudade
E por curiosidade
Venho perguntar a água:

Naquela casinha habita
Uma mulher tão bonita
Um corpo de mãe Joanina
Muito linda, de cintura
Cor morena, boa altura
O seu olhar se mistura
Com o verde da campina

Nas escondidas da gruta
O seu perfume disputa
Com o perfume da flor
Não a esqueço um momento
Devido ser ciumento
Faço guerras contra o vento
Pra não roubar seu amor

Oh água estou com ciúme
Você tem o perfume
Do lago que ela é banhada
Por favor, me diga ao menos
Se esses peixes pequenos
Viram os seios morenos
Do corpo da minha amada

Sei que você todo dia
Beija e acaricia
As curvas do corpo dela
Proibir não adianta
Quando ela se levanta
Aquela cascata canta
Para apaixonar a ela

Aquela voz de piano
Intrusa do oceano
Não para pra descansar
Água você é correio
Que não dispensa o alheio
Abraça quem está no meio
E leva de presente ao mar

Minha esperança se esconde
Pois a água não responde
As tais perguntas que fiz
Ficou foi mais orgulhosa
Água forte, ambiciosa
Só você é poderosa
E só eu que sou infeliz...

Poeta Daldeth Bandeira
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