quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alegorias

Minha alegria em terças tardes de carnaval;
Fome de morango, apetite de rua
O cheiro e o sabor da fruta, comemos...
Sua vez, a cor da lua chegando à tua
Fazes do que nos sondava.

Caminho de luz, antes avistado,
Teu beijo gostoso e demorado,
Que tudo toma aquebrantado.
Meu oriente, minha sorte,
O ocaso do acaso, meu norte!

Desejo de viver além da morte,
De em si renascer, inda tão forte
Quedar-se nos teus braços e abraços
Que me perdem, e que me acham aos pedaços
Das partes absolutas e simpáticas!

Ah! Quem dera, se o pouco nos desse
Bastar poemas de amor, e nunca cesse
Se da espera nada mais além restasse
E nós, em encontros, jamais indagarmos
De tudo, um ao outro, do que ficou...

Da sombra que nos seguira sob um sol
Que aprendemos a admirar, de tão quente...
Da vida, que aprendemos a amar, somente
Desejo de viajar, e concluir: Porque barcos,
Se nos oferecera oceanos, de não navegar?!

O carnaval, e tudo mais amor seria,
Dormir?! Se ali não existiria mais sonhos...
Acordando-nos em brasa, às luzes do dia
Do rei, do nosso céu, outrora fendido...
Ora calados, ora descortinados, revelados...

Acontece, amor acontece! Em tanto mar...
Conhece de amar o veludo, a seda e tudo
Vê se aparece em tempos, e nos renovar
Que sinto saudade do olhar teus olhos, olhar...
A claridade que irradias, do teu eu mais denso.

Atearmos o fogo e eu, só em ar flamejar
Às ciências marginais de uma calheta acometemos
E, crus, comemos os mariscos, resistentes...
Ficamos contentes, alegres, de até dentes
Mostrar os temperos secretos, de ais e ais...

E, dançando, o cheiro vermelho de sangue
Admirarmos a imagem nua, outro espelho
Avaliamos certo momento, muito bom.
Que seria a lágrima mais verdadeira?! Se...
Doces os momentos de inebriantes sais.

Festejos à nossa ordem, e beijos!
Que esperaria o poeta triste
Se nada além da vista existe
Morrer de amor fora simples lampejos
De desejos ainda, e tudo...

Se sem teus olhos não me vejo
E te vejo em cada olhar meu
Que seria então dessa minha virtude
De amar mais ainda, que não pude
Para preservar os carinhos teus.

Breve, reside nas retinas nuas
Em um momento iluminado, vais
E tudo de mais belo em nós
Uma luz brilhante de vida,
Daquela janela do quarto, vimos ...

Pedro Torres
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