quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vida!

Não falo mais da cor do amor em meus poemas
Minha rima foi tolhida pela inveja e traição
Por almas pequeninas que desaprenderam a poesia
Renasci um poeta morto, e morto vivo todo dia

Minha queixa dói em mim, quem sabe sintas, enfim
A tristeza que carrego, transporto para este verso
Sem ligar pra o ritmo do poema que soa adverso
Ao que deveria ser, curativo para um aflito coração

É tão íntimo o meu pesar, que gostaria de estar
Como um toreiro na arena, sem espadas, sem lugar
Abrigo para que pudesse o bravio touro, me acertar
Com seus chifres afiados, de uma vez me trucidar

Viver sem a linha do meu poema, dilema, problema...
Não vale a pena, às vezes pensei até em me mudar.
Virar poeira de estrelas, voltar aos antepassados
Quando penso no recado, dito com sabedoria, lindo.

Pensar em mim dessa forma, sem dúvida é amar
Querer esquecer-me e não dizer-me que abandonar
A idéia hipócrita dos que, sãos por suas convicções...
Sem dúvidar? Nem que seja noite, e todas as constelações

Sejam lágrimas de uma linda criatura que me falou
Acreditar já me basta, sentir saudade me rasga
E rasgado exponho todo o meu interior, e só bem vê o amor
Que há no peito meu, e de quem me disse querer, talvez

Se não foi desta vez... Ninguém muda o destino
E quem de nós em desatino, um de nós estará lá
Em um abraço demorado, daqueles que cura a alma
Traz sossego, paz, sara tudo e acalma...

Minha Vida...

Pedro Torres
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