sábado, 12 de setembro de 2009

[Estações - Verão]

Sertão que se via em rios d'águas correntes
Ora recipientes aguardando as esmolas líquidas
Que antes divinais bênçãos fluviais gratuitas
Ora ideais receptáculos de preciosacidades do soberano!

Do arreliado rei sem trono, ou nele sempre...
Do nada, o que obras nesta Terra serias dono
Pois, nada que existiria cá seria tão abandono
E se distribuir Talentos é a tarefa do Criador Uno

Eia que o cobre oxida, e nada culpa o oxigênio!
Nem o elemento que alimenta o organismo vivo...
Em se transportar perene de vida por entre artérias,
Veios de amor, eras de esperar, entregue as matérias!

Em tantos sóis veres um só verão
E na saudade, estar noutro só serão
Daquela tempestade desconcerta na estação..
E em corações por instantes aflitos e sós.

E em nós, que nos danamos em pensares
E penares, dos temporais fora de hora
E diurnos, que causticaram de doer,
De cansaço, vazio e frio e solidão...

Da insônia bendita que chega,
Bem na imprópria hora da dor...
Quando menos se esquecia do amor,
Da água fresca que queima e arde!

Ái, da língua de quem disse o oposto!
Pária, pois não provou do mesmo gosto!
Tarde, daquela manhã que anoiteceu depressa
Daquilo que calamos a apressar-nos em pulsos pares.

E o cartaz que fotografei antes de o trem chegar.
A dizer-me que o amor retira de nós antes o fôlego,
E arranca de nós, depois, completamente o juízo...
E à mágica de um sorriso estranho restou-me:

Em uma lágrima contemporânea banhar o chão
Seco, sedento de beijos e de soluçares
Inda resta reencontrarmos, uma saudação.
E, quem sabe antes, um muito simples abraço...

E, um "eu te amo mais..."

Pedro Torres
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