sábado, 15 de agosto de 2009

Tão

Deuses vossos mandem-me a cura para a saudade
Que o meu mandou-me apenas ela e à cidade

Sejais piedosos com quem não conhece a verdade
Inda que tudo seja metade de uma vã vaidade

E, sobretudo juramos de tudo ser do todo metade
Ter acontecido seria uma estúpida chegada e partida
Embora de ambas as partes seja a partida mais doída
E que descubra de realizar a nossa jura de felicidade

Distantes do frio que nos aquecíamos sob o luar
Que só nos vestia aquele lençol da noite escurinha
Minha honra é tua e a tua honra é minha, sozinha
Ora um segredo: Estou "Sem Nome" e vou abanar...

Pedro Torres
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