quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Imaterialidade

Mil borboletas celestiais
Povoam o UNIVERSO,
Materializam-se, tocam clarins.
Suas asas coloridas
Aparecem reluzentes,
Irradiando os tons da natureza,
Onde predomina
Um azul decomposto
Pela luz solar
E inebriam...
Sao ANJOS da paisagem,
Voam velozmente
E sigo-as com o olhar,
Rapidamente.
Caminho e conduzo-me mata a dentro,
Penetro no reino dos deuses,
Onde abriga a inteligencia nascente.
Estou numa mata ainda virgem,
Que esconde encantos e mistérios
Em suas entranhas.
Ocultam Fadas, Silfos, Floros,
Dríades, Homúnculos, Elfos,
Duendes e Gnomos.
Habitam o seio da natureza.
Percebo o CERNE da vida.
Vejo fungos perdidos.
Mitos e lendas confundem-me,
Mas amplio os meus poderes
Da visao e audiçao.
Alcanço assim o véu da matéria.
As Nereidas e Ondinas
Sao femininas figuras.
Torno-me Arcanjo solar.
Porém grotescas figuras humanas
Aparecem desfilando por mim.
Percebo que nao sou ANJO, nem DEUS, sem sonho.
Sou homem, só,
Errante como todos
Os homens...

Josimar Matos
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