quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vergonha

Quando passo, entre passos
Nas ruas do meu Recife
Chego em casa em pedaços
Miséria, dor e sofrimento

Nas calçadas e ruas esburacadas
O clamor do cheira cola
Criança de alugueis morrendo de fome
A pedir esmola por amor a um Deus

Velhos, aleijados e desgraçados
O que penso é a humilhação
Que fazem seu instrumento de trabalho
Uns reprovam, outros não

Qual a expectativas para estes seres
Que esquecemos que sentem frio
São almas humanas iguais a nós
Nas suas guerras intimas, estão por um fio

Manoel Fernandes Maia

Um comentário:

  1. Crítica social em um belíssimo poema que nos brinda novamente o ilustre Poeta Manoel Fernandes Maia.

    Bravíssimo!

    Pedro Torres

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