quarta-feira, 15 de julho de 2009

Não estiverdes só quanto estive
Bateste a porta e o bruto fora
Trancara teu espírito e tristes

Dirigi uma prece a ti, roguei
Tens a mim e não estarás só
Amigos verdadeiros somos

E fazem tudo mutuamente
Até a dor que um deveras
Outro deveras também ir

Ficar, em qualquer estado
Ausente de si, presente aí
Porém jamais esquecer-se

Nesse escuro conforto, id.
Ego, meu é não presente.
Tua cor preferida, linda!

Amar é antecipar-se até.
O doar-se infinitamente.
De tanto querer sangrar.

Não dar o gozo do choro
Ao pulha que te alimenta
De o teu doce choramingar

E confiaste ao travesseiro
Em teu silêncio, e as colhi.
Cada lágrima do teu amor,
Em mim.

Pedro Torres
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