sábado, 4 de julho de 2009

Sempre nunca...

E eu aqui tão manso e sereno
Ouvindo até uma canção de amor
Sentindo aquele nada novamente
Provável misericórdia que se aproxima...

Sim, a mesmíssima velha canção de amor.
Que já decorei cada frase, acorde,
Notas musicais, guias suaves e melodias,
Do poeta que se apresenta em poesias...

Mas não está triste por ninguém.
Egoísta, fica triste sempre só, de per si
E sente um dó e a solidão que se acovarda
E arrebenta-se, pois, e tardiamente...

Vai a um barco de um só remo
E restam-lhe forças e não se empresta
Ao melhor construir-se do seu instante
Rompante de sentimentos, a conter-se.

Inacreditável delírio intolerante de dedos,
Alheios, insuportáveis na memória inconsciente.
Mais vivo! E presente a cada ato inconsequente.
Digo nunca e empenho-me integralmente, sempre.

Sigo. Não toco. Mantenho o dito e consumado.
Pedras não choram, permanecem, não pensam
Querer não é típico de pedras, pedras de enigmas
Indecifráveis por outras pedras, senão a própria

Da flora, preposição secundária somatória
Canalha outrora, agora agoniza inconsciente
Da praga, que peço ao Senhor me pague
Em prata, do sangue roubado do tesouro.

Pedro Torres
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