sexta-feira, 31 de julho de 2009

Poeta Dimas Batista

Deus vê do céu bem visíveis
Nossos íntimos dilemas
Pra ele não tem problemas
De soluções impossíveis
Desde que são infalíveis
Os atos do grande ser
Todos têm que obedecer
Rico, pobre, bom ou mau
Não cai a folha de um pau
Sem nosso Deus não querer

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Fraqueza da humanidade
Alguém dirá, mas não é
Diz a tradição até
Jesus chorou de saudade
Seu coração de bondade
Da Virgem se despedia
Chorava olhando a Maria
Do Horto da Oliveira
A saudade é Companheira
De que não tem companhia

x

Os carinhos de mãe, estremecida.
Os brinquedos do tempo de criança
O sorriso fugaz de uma esperança
A primeira ilusão de nossa vida.
Um adeus que se dá por despedida
O desprezo que a gente não merece
O delírio da lágrima que desce
Nos momentos de angústia e de desgraça
Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece*

Poeta Dimas Batista
*Mote da poetisa Das Neves Marinho
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