terça-feira, 14 de julho de 2009

O Silêncio da Noite...

No silêncio da noite eu tentei escutar
A nova palavra da velha poesia
Pra poder acordar em um novo dia
E ir colhendo outros versos pelo ar
Tão somente querendo encontrar
O descanso depois de uma Jornada
Veio o fogo queimando a madrugada
Aquecendo outro sonho que esfriou
E entre as chamas o vento sussurrou
Outras brisas rompendo a alvorada

Um cachorro deitado na calçada
Cão sem dono vivendo o seu inferno
A neblina com cheiro de inverno
Aquecia entre fronha a coisa amada
Um vigia embica uma lapada
E sussurra outros silvos pelo vento
Cada rua que passa ouve um lamento
No silencio da noite que adormece
Dá três voltas, se deita e agradece

A aquarela que pinta o firmamento
E a harmonia das cores traz o alento
De quem sonha com as cores da saudade
Uma estrela perdendo a claridade
Distancia o velho pensamento
Completando outra vez o movimento
Leva junto o sereno que restava
Entre restos um doido cutucava
Procurando a palavra que alimenta
Em silêncio resmunga e se lamenta
Pelas voltas que a vida então lhe dava

Um boêmio tocava ao violão
O acorde que vai se despedindo
Duas moças da noite passam rindo
Atiçando-lhe o poder da criação
Num soneto ele canta outro refrão
Dando voltas com a nova cantoria,
A madruga cochila aos pés do dia
Que invade o silêncio com seu canto
E a noite já sonha em seu encanto
Com a Luz que a tudo principia.

Poeta Maviael Melo

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Direito à Réplica Poética...