quinta-feira, 2 de julho de 2009

Navegante

Lembro de uma carta que te escrevi
Um dia, na areia da praia, talvez...
E uma onda que abençoei tudo apagou

E outra onda que veio trouxe de volta
A lembrança de tudo que restou
Do que nunca esquecerei

O que estava escrito eu não sei
Sei que era pra sempre
E havia um começo, e não havia fim

Era sobre eu e você e um vento mansinho
Alisando teus cabelos, teus pelos nus
Ah! Isso aconteceu comigo também uma vez...

Lembro bem o dia, ou era noite?!
Tu que me digas, não mais amiga
Que estavas tão longe de mim...

Por estar tão perto,
Senti-me descoberto,
E me escondi.

Tudo quanto queria, e quis e quero
É o que me perturbas a todo instante
Residas, pois em mim e só, somente só.

Ficar sempre nesse meu deserto,
Com essa sede de teu mar, de teu sal
De teus lábios róseos, meus pesadelos...

Então outras ondas viriam, e levariam
Algum outro escrito meu, até um novo dia
E tu encontrarias um poema perdido de amor...

Pedro Torres
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