sábado, 11 de julho de 2009

“Não sou alegre, nem sou triste. Sou poeta“

Aos primeiros sinais da invernada,
Logo após longo tempo de estiagem,
Lá da serra, do vale e da barragem
Escutamos os sons da trovoada.
Vislumbrando a campina esverdeada,
Sertanejo se anima igual criança.
Logo mais, quando o mato se balança
E um corisco atravessa o céu nublado,
Cai a chuva no colo do roçado,
Germinando o pendão da esperança.

Poeta Marcos Passos

Um comentário:

  1. Essa poesia linda de Marcos Passos lembrou-em de um verso que fiz na mesma linha de pensamentos, que diz:

    Poeta verdadeiramente triste é alegria demais...

    Bebe da tua poesia, bandida
    Não prova nada mais além
    Do amor, poeta, só o infinito
    Esquece essa rima e o amor que trago um trago
    Para ti e pra mim tomarmos juntos, de vida
    Só nós dois e o dia bom e chuvoso,
    E um solo bom e Barroso...

    Que quando o coração aperta, poeta, não tem jeito
    É correr de felicidade ou mesmo à toa
    É segurar o remo, dessa nossa canoa
    É a calma do teu peito, no meu peito
    É não quimera, poeta, é não...

    Pedro Torres

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