sexta-feira, 31 de julho de 2009

Marinheiro

Eu combali com a saudade
E decidi singrar os mares
Em busca de um amor perdido

Acabei à nau, perdido
Em mares muito revoltos
Envolto em meus penares

Abaixei as velas, larguei o leme do barco
Entreguei nas mãos de Deus o meu destino
Que guiou esse poeta parco.

Já me via em perfeito desatino
Bem no meio do desmedido oceano
Quando Ele traçou pra mim um plano...

Fez do céu a grande cena
E da minha língua a pena
Na grande Tranquilidade.

Tomado de ar bravio
Encontrei na poesia o fio
Da minha felicidade!

E me apontou a claridade.
Fugir da saudade é besteira
Que o amor nunca tem fim.
É a esperança derradeira.

Há quem conte d'outra maneira
Que a saudade é a companheira
Mais fiel nas horas de amargura.
Inda há quem diga que foi assim:

Que tudo ficou pra depois.
Que tudo isso é verdade
"E na história bonita de nós dois
No final, quem venceu foi a saudade..."

Pedro Torres
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