quinta-feira, 16 de julho de 2009

Indo, Sócrates!

I

O recíproco e o estupendo
A saudade do meu poema
A confusão do meu dilema
Meus amores reunidos...

Ciúme de toda a natureza,
Do dia, da noite, da tarde,
Entranhas do meu coração
Artéria que pulsara forte

Meu barco à nau, sem norte
Minha vida e tu, A sorte...
E Deus, o leme! A morte...
Os tremas das minhas pernas

Das cinzas o subir fumaça
E sumiram em breves vôos
Levantar de minerais leves
Turvando o horizonte anil

E à alta velocidade voava
Expandia a curta extensão
Coração trigueiro, interior
Quanto mais me aceitavas

Necessitavas afugentar-me
Da colisão inevitável vinda
Mútuo de massas opostas
Reunião de meros corpos

II

Carbono matéria orgânica
Ferrenha fábula retorcida
Em inorgânico rudimento
De um teu persistir diário

Essa uma breve narrativa
Desta própria derradeira
Viagem de particular ida...
Seguro restou da partida

Na página do mesmo ano
Ode da ata de eu à Luz
Da copa de mil emoções
Fica o Dado de um Dito.

Pedro Torres
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