quinta-feira, 16 de julho de 2009

Firmes Teares

Eu vi o homem sentado na praça
Perdido no tempo da sua saudade
Olhando em desgosto a fria cidade
Querendo o respeito devido à raça
Eu vi o palhaço, sem riso e sem graça
Descendo a lona do seu picadeiro
Fechando a cortina, sem muito dinheiro
Deixando a esperança sem muita certeza
E vi a cigana sem carta na mesa
Sem ver no futuro, um presente inteiro.

Eu vi o presente tremendo de medo
Da falta de amor, dos homens covardes
Impondo na pena seus fúteis alardes
Criando interesses, ferindo o enredo
Eu vi a maldade dos podres segredos
Vi outra criança ferida na alma
Mulheres chorando e mãe sem ter calma
Jovens indefesos, no tempo, drogados
Meninas perdidas trocando recados
Vendendo o futuro por trocos na palma

Senti a saudade dos tempos de outrora
No tempo que o homem sentava à praça
Pra ouvir em silêncio um pouco da graça
Olhando sorrindo as cores da aurora
Um homem sereno, e rei da sua hora
Criando o seu tempo em pura harmonia
Trazendo o sorriso de volta a poesia
Fazendo o futuro em pleno presente
Um homem feliz e brincante contente
Sentado na praça em plena alegria

Senti a esperança voltar novamente
Na mente inocente da nova criança
De riso faceiro, bailando na dança
Em plena harmonia com o seu ambiente
Seguindo o seu curso olhando pra frente
Senti a bondade dos novos olhares
Que sorriam brilhos trazendo nos ares
Um pouco da graça dos velhos palhaços
Brincando de roda em troca de abraços
Traçando o futuro em firmes teares.

Poeta Maviael Melo

3 comentários:

  1. Leitor de almas, Poeta Maviael Melo, nos brinda com esta magnífica poesia do seu picadeiro de emoções...

    Bravíssimo!

    Pedro Torres

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  2. très beaux poemes !!!
    Voir photrom.fr et romtop.blogspot.com
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  3. Oui Vincent,

    Maviavel Melo, mon ami, fait très beaux poèmes

    Merci pour la visite et commentaire

    Pedro Torres

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Direito à Réplica Poética...