quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eu e o Galo-de -Campina

Triste sina de um Galo-de-Campina
Que era alegre bem antes da prisão,
Mas foi preso nas grades do alçapão
E hoje chora no canto a triste sina.

Eu também tive a sina repentina,
Pois um dia fui livre e hoje não.
Na tristeza, esse Galo é meu irmão:
Minha sina da dele é copia fina.

Hoje a casa do Galo é a gaiola.
Notas tristes no canto é que ele sola.
A saudade do Galo - a vastidão.

O meu canto é um canto de lamento.
A gaiola é o meu apartamento.
E a saudade que eu sinto é do sertão.

Vinicius Gregório

Um comentário:

  1. Tais como eu Poeta, mas só que to indo pra uma cela maior...

    Pelo regime da progressão das penas, to indo embora pra São Paulo, meus poemas certamente ficarão menores que a saudade mais aperta de mais distante e comprime tudo!

    Deus te ilumine, guie e guarde divinamente!

    Pedro Torres

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