domingo, 26 de julho de 2009

Adeus, até outro dia!

Sou de quem me entrego, não de ninguém...
Soberanamente, sou da rima a verso inteiro...
Nada além...
Se não fiz sonetos, sou torto, proposital
Perdão...

Mas estou vivo, e vívida demais a lembrança...
Sei conhecer a rima e o compasso, poeta
É defeito, mas também não quero e suplico
Ser nada além, que somente isso, teu

Tua poesia subterrânea, submisso, eu
Tua agonia ao aproximar-se, do tocar
Meu poesia alucinada, de um eu azucrinado
Minha bailarina da vida, meu dia primaveril

Quem aquecer a alma deste poeta, senão tu?
Que ficas irrequieta, na aproximação...
De um só reparar, conserto, sacrificar!
Nas últimas, idéias minhas, indo.

Vai queimar tuas abadas, fica, morrerei.
Que eu vou ali mergulhar, sozinho, sei.
Ver se encontro o cobre, riqueza pobre.
Do Pedro de lá, que deu o grito sórdido.
Primeiro de independência, tristeza da princesa.

Quero teu pensamento alcançar, minha manhã
E peço por delicadeza, faça-me da tua nobreza
Motivo por qual lutar, porque gritarei o frio
E sentirei calafrios, porque detesto rimar

Vou arrancar a espada, encravada àquelas margens
Daquele sujeito forçoso, do hino da pátria, amada
Vou trazer qualquer trocado, e fazer um bom roçado
Pra nós plantar um bom milho, quem sabe até, colhê-los

Quem sabe a mim me permitirás, um dia, conhecê-los
Que restaria a este vate, senão com o vento bailar...
Apadrinhar teus renovos e olhar aquele povo
Que se pôs todo a cantar:

Adeus, até outro dia... Poeta!

Pedro Torres

2 comentários:

  1. A poesia viaja agora
    pra um lugar distante
    Leva com ela um amante
    Que decidiu ir embora
    Se despede nessa hora
    Dizendo volto outro dia
    Que a sua alegria
    Presisa ser renovada
    Pra voltar sendo rimada
    Pra quem lhe fez covardia...
    (Fernando Marques)

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