sexta-feira, 19 de junho de 2009

Penas de outrora

Em algum momento
Estive te perdendo
Ouvi tua voz e tudo
E à volta, aquela música
E a chuva que fez
No tempo exato
A sua parte
Delícia nossa
Hoje, só hoje.

Tira-me daqui
Eu quero ir
A qualquer parte
Não quero ficar
Aqui.

Esperar ainda
Um pouco mais?
Ser tudo tão definitivo:
Quanto o início e o fim
Por onde começaríamos?
E até onde iria,
O nosso querer, minha Heroína?
Meu Dado da sorte
Lança-me nas veias...
Os teus escritos
Que guardo segredo
Até a morte!

Oferta-me o teu cacto resistente
E com tua pena, descreves a flor
E seus espinhos defensores...

Não é quando faz sentido
Que dói até um pouco?
Eu sei...
Mas logo passa!
Por um cheiro de álcool,
Uma espera em vão,
E o trem repleto.
A mesma estação
E outra viagem...

A paciência que finda
E tu ainda não...
Quase cilada, poeta
Por um não querer,
A letra que não vai
E conhecer teu conto,
O teu desejo, mais recôndito.
A pena leve, de tuas letras...

Pedro Torres

2 comentários:

  1. Estive por aqui aprendendo um pouco em seu blog!! Abraços Ademar!!

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  2. Gentileza sua poeta, fico deveras feliz em receber um elogio vindo de você, nós aprendemos juntos...

    Valeu!

    Pedro Torres

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