segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pedaços de mim

Quem inventou o amor?
Eu quero conhecer outras suas teses
Agradecer pela dor que sinto diariamente
E pelo sangue que derramo dos olhos, contente

Pelo coraçãozinho que desenho na prova final
E dos meus pensamentos que se nos confundem
Na hora mais inadequada, ser namorado, namorada...

E da zombaria gostosa de que estou apaixonada
Acorrentada a uma estranha idéia, dantes amargura
Vinda da sepultura que guardei mais bem guardada

Acordar já como se houvesse chorado a noite toda
Desde que dormi durante o dia, e não vi as lágrimas derramadas
De uma saudade que sinto desgraçada, meu tormento

E acreditar racionalmente que tudo isso é bom
É demais para o meu sensato e humano pensamento
E sinto uma felicidade tão imensa, que me anula

Assusta saber que perdi as rédeas do meu destino
Penso que posso embaralhar meus cabelos e entrar em desatino
E não encontrar neles a tua mão que me dá paz

É que meu espírito se acalma, se me dizes alguma coisa
E já não escuto mais aquela voz insana, desumana
Pois Autorizada por meu amor verdadeiro, meu amor.

E as malditas filosofias vãs, pagãs... As favas com os divãs
Quero teu colo, teu abraço fraterno e amigo, e tudo
E quero frutos doces, da mordida já provada, proibida
Um pedaço de mim.

Pedro Torres
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