terça-feira, 30 de junho de 2009

Francesa

Agora sim estás triste
E sem duvidar da fonte
Das águas cristalinas
Inodoras, Incolores e Insípidas
Que amargam ao gole da sede
Que não é da garganta
Do nó do pranto
Que resistes em mim
Deságuas o sem-fim
E sem receios
Acorrenta-se ao amor.

Que te proíbes em vão
Porque já em jaulas
De um fliperama
Das bolas que voltam
A cada nova ficha
Comprada e validada.
Que a máquina não aceita
Qualquer inverdade.

E viver na cidade
Não é em vão.
É preciso pão
Ainda que seja
Tudo o que reste
Plantar o trigo
E colher os favos
Bater na pedra
E moer a casca
Integralmente

Pois do fermento
O dormido
É mais saudável
E até amargo, encorpado
Lá na França.
O cheiro inesquecível
Da infância...
Do pão quente do forno!

Pedro Torres

2 comentários:

  1. Pedro Torres Filho, que momento gratificante conhecer este espaço literário, ler sua poesia eu me senti num templo poético, rendo aos seus versos.
    Fica o convite para conhecer:

    O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO...
    Efigênia Coutinho

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  2. Poxa, adoro bolo de chocolate. Inda tem? :D

    Obrigado pela visita Efigência, adorei o teu blog de poesias.

    Valeu!

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Direito à Réplica Poética...