sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ave Migrante

Se é sina de passarinho
Sair e buscar sozinho
Gravetos para o seu ninho
Vou seguir o meu caminho
Bater asas e voar...

Ir, veredas desbravar
Acolher a retirante
Ave migratória.
Conceder-lhe a vitória
De não ser um ser errante.

Tirar vendas em Cervantes
Pra não destruir moinhos
Tratadores das sementes.
Vou ao relento, tempos cientes
Passarinhos...

Vou adiante pousar
Construir e espalhar os segredos dos sonhos
Irei descendir o futuro do olhar
De cada vôo, em mares abertos
Pelos sertões, entre labaredas
Abrir caminhos, tirar espinhos
Pra acalantar os sonhos dos meus,
Passarinhos.

Pedro Torres e Maviael Melo
26 de junho de 2009

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