sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Verdade Absoluta

Há de refletir em nós, uma coisa
Uma delícia inesgotável, inegável, sem fim
De teses, sem paradigmas, irrefutável
Antíteses de uma mesma ciência...

D'antes quantos quilos de mentira, engolimos
D'outros que não souberam indagar
E creram no que viram, por experimentar
E descrentes quedaram, por não provar.

Soprar na pequena proveta, a arte
Pequenas gotas de vida, acasalar, ofício
Ver multiplicadas as células embrionárias, e corar
Padecer, de imaginar você, molécula adulta...

Aloprada, alienada, atéia, anarquistas...
O que tu buscas, por não querer, não conquistas.
Liberdade, um pensar que existe em um só mundo
Ou te purificas tão completamente bem a cabeça?

Se é não por querer então é vingança, de quem não te quis
E por um triz, a rima não te é devida, Phoenix sem asas...
Pra onde queres voar assim, com tanto peso a carregar?
Desfaz a tua mala, põe na sacola apenas o que necessitas.

E refletir o que seria, de levar consigo, em uma longa jornada
Afora, água, o que te seria primeira necessidade, ou classe...
Seria amar? Deduz então este desprezo, e joga fora
Todo o amor... Alguém, há de encontrar, e o reconhecerá em ti

E do que era nada, do caos, que se fez a luz?
É desta incendiária lâmpada de tantas velas
Que iluminou um pensamento, capaz, consciente
E se fez presente, durante todos os nossos dias, por um instante.

Esta é a Verdade Absoluta tão buscada
Não o que acreditamos ou provamos
Nessas nossas técnicas tão falhas, erramos e rompemos...
E reconstruímos, do que não podemos negar, o desconhecido, Ela.

Pedro Torres
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