sábado, 2 de maio de 2009

Senhor meu!

Mandai vossos castigos todos para os meus pecados
Porque assumidamente eu os cometerei
Por minha livre vontade, ou já não totalmente minha...

Sou teu, Senhor dos meus dias intermináveis
Não me priva da liberdade de escolher
Cuida de mim como um dos teus cordeiros
Rasga minha carne, expõe minhas feridas e a dor

Deixo-me em Teus braços, como numa prece
Não para que ela regresse, mas que fique bem
Que durma bons sonos e sonhar comigo, seria bom
Eu te peço, antecipadamente, perdão

Pelos pecados que cometerei, por egoísta
Por desejar, sem ter ainda
Conhecer, me permita, ou não te autorizo a morada
Jamais, quererás um filho teu perdido?

Extorquir-te por um amor, me castigue, sem piedade
Eu não pedirei perdão por amar demasiadamente
E quanto é a dose de amor que posso?
Tu não amas infinitamente? É o que está escrito!

Não te desafio, porque inútil minha batalha
Tenho mais o que fazer e vou mover o mundo.
Mas não vou esquecer, nem um segundo
É querer sem medo, a sorte, a morte, tudo

Minha metade que se partiu, e ficou triste
Não pode dormir sem saber que existe
Aqui no meu peito uma razão de acreditar
O que de mais valor tem o poeta, arranca

Fica contigo, pra ti, compro uma carranca
Espanto os pesadelos de minha menina
E vou morar na idéia e efetivar um plano
Teu, meu Senhor dos meus dias infindos...

Dois de Maio de Dois Mil e Nove, 1:03h

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...