domingo, 3 de maio de 2009

A Construção das Verdades

Eu sou o problema doido
A cura do fato novo
Eu sou é o povo.

Da minha festa ninguém sabe
Poeta das palavras ásperas
Em certos ouvidos.

Para outros o grito
De liberdade e ação
Não só de pão, vivo.

Acredito na felicidade
Como direito de todos
Da cidade.

Pobre do Rico e do São
Que não recebeu o perdão
Jesus veio para os 'doentes'.

E crentes, quem não o são?
Os que se fazem dormentes,
E tapam os ouvidos!

O tumulto da Feira
Que já não sobreviveu
À falta de mercadoria.
Da poesia que falta
No esturricado Ser
Do Sertão.

A dor que não se sente
Em época de eleição
Do traído e abandonado.

Sou a criança faminta
No dia da criança
Festa de apartação.

O afeto do neto
De João e Josefa
Filhos do Coração.

Imaculada Conceição
A virgem da procissão
Da igreja patrocinada.

Dos poderosos o medo
De revelar o segredo
De viver sem um enredo.

Embalado numa rede
De grande balançar
Aprender a amar, O Ser tão...

A som do chocalho
Do bode fugitivo
Das garras da traição.

O marginal disfarçado
Desprezado e misturado
Com o povão.

A voz que ninguém cala
A chama que não se apaga
Paixão.

Pedro Torres
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