terça-feira, 28 de abril de 2009

Neste mesmo dia

Sinto o estalar dos crepitantes pensamentos teus
Verdadeiras incendiárias das falhas nossas
Que me aquecem, e não que eu possa
Ofereço a ti o meu ir, resignado ar de momento...

Intocável essência de amor meu, senti o teu ciúme
De estranho e amargo sabor e de ridículo perfume
Vem! Abraça-me e acalma, e serenamente,
Arranca dos meus versos este azedume!

Mais que eterno, nosso amor será solene,
Alegrias contra o mal que se nos acumula...
Chovem de dentro para fora, em direção contrária
E enlaçam, a liberdade do teu rosto e gosto.

O extrair-se da manhã mais cristalina, um sol brilhante
A felicidade de viver como quisera, esse orvalho...
Amar e não apagar a chama é não consumir-se
Num verdadeiro, juntos que sonhamos, sonho...

Se não dormes, e na cama te arrebentas
E então chove mais um sereno na lagoa
Vou ficar pois eu, poeta, rindo muito à toa
Feliz em encontrar-te em um sorriso, assim, cínico...

Mesmo à noite, caos normais dormem afoitos
Sem o devido coito e una, a língua! Inclusive, que chuva é essa,
Despencada agora lá de cima que chega e cessa, de repente,
Serias tu a refrigerar essa vontade delirante e bela?

Não me alimentam esses plásticos que me cercam
Ou tudo isso eu devoraria, ao simples arrepio de um cabelo teu
Quem sabe uma causa justa e nobre, sente!
Defendermos depois de nos amarmos sempre,

E, neste mesmo dia, amanhecer-mos...

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...