terça-feira, 28 de abril de 2009

[Estações – Primavera]

Deixei guiar-me à luz de vagalumes
Esvaziei o conteúdo e o volume
Extrai de mim todo o azedume
Trovei do vitríolo as delícias tenebrosas
Transportei águas em cantis perfurados
E deixei escapar gotas preciosas
Da água ainda rara lá nos cumes

Se um dia quisera eu então partir
Que fosse, pois na primavera
Queria ver as plantas que brotaram
Por onde andei desperdiçando as águas
Ver as flores do lindo sombrião vermelho
Eternizar a imagem do velho espelho
E não achar neste mundo mais defeito

Respeitar cada pensamento oposto
Temer o Verbo, e não o posto
Ir em frente e adiante
Encotrar-me com meus melhores sonhos
Todos frutificados jorrando de uma fonte
Inesgotável de amor por longos anos.

É chegada uma certa manhã da primavera !

Para o meu irmão Danilo,
30 de março de 2009
Pedro Torres.

2 comentários:

  1. Me remete a Morangos Silvestres - Ingmar Bergman.
    Maravilhoso.

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  2. Obrigado pela referência. É o tempo do florir, de plantar novas mudas e regar com poesia a vida. Relembrar e sorrir.

    Morangos Silvestres é um filme belíssimo.

    Abraço.

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