terça-feira, 28 de abril de 2009

Carta do nosso amor

Eu penso nas folhas da árvore frondosa
Daquela menina tão bela e charmosa
E digo de mim uma frase famosa.

Que acalantam sonhos de todos os planos
E em todas as palavras que não falamos,
Porque não vivemos o mesmo romance.

É como o vulcão que disse o profeta0000
Da rima perfeita, da métrica concreta.
Que o acordou em plena madrugada
Do mês de abril que findou descoberta.

É a mãe e a irmã, do menino Jesus
Que viveu por nós a nossa bandida cruz
Não posso escrever nossa história de amor
Sem você, demerara, poeta!

E um verso escorreito eu quis te fazer
Só pra te dizer o que escrever de nós

Esse eu, a que me refiro
Tu o conheces já muito bem
Não só do além mar, mas de muito além

De tempos e eras distantes, quando fomos amantes
Delirantes, mais que antes, agora e por toda a vida
Não posso retirar deste verso, nem uma linha!
Estou preso à verdade, que é quase minha...

Sem borrar a maquiagem poeta, te alinha!
Que esse sol posto, não pode o teu rosto iluminar
Ouvindo os galopes da beira do mar!
Eu pude entender que a felicidade depende apenas
De um simples teu sim.

Que nunca se acaba, nem sei se termina...
Mas que uma lágrima não seja o fim.
Do que não conheço, minha doce ilusão
A derradeira e primeira, história de amor.

Busquei nesse verso, falar do que veio à minha mente
Há uma brisa suave e fresca a passar. É fresca a brisa!
É um presente que sei eu, que vem e ameniza
A saudade que sinto, de te conhecer linda, poeta!

Quando digo efêmero, digo passageiro
Como esse carro que ali passou
Estou me referindo, a escala de tempo
Que tu ainda não acordou

E este poema, vai em letras largas
Que é como penso, catando as palavras
E por falar nelas, estás cheia de novidades...
E tentaram nos calar, e a linha cortar.
Mas não há quem impeça, o poeta pensar!

E é nesse mundo que nos encontramos, das ideias
Enfim realizamos um grande sonho
Esse sonho é só nosso, sonoro.

A brisa cessou, mas o clima é ameno!
E eu tão sereno, cá estou, a te contar o sonho
Que foi tu sonhou...

Como é que sabes, que adivinhação é essa?!
Não somos nós uma só pessoa, mais bela, poeta
Divididos em duas partes, iguais?!

Não por aqui onde caminhamos
Um simples passeio, um estalar de dedos...

Me dói o peito, mas, sem doer
E pensei na maldade, de quem quis evitar
Nosso se encontrar....

Cadê o teu nome, ato aos meus versos?
Imagine quando um dia, nós pudermos revelar
Falar, poeta, pra todos os cantos deste planeta

Que eternos nós somos, pura poesia,
E lá vem mais um dia...
E como posso saber se tudo vai acontecer?
Acendo um cigarro e o trago...

É simples demais, simplificar o amor
Mas quem inventou essa palavra, bendita?!
Me diz por favor...

Só sei que está escrito em diversas línguas
E sim, acontece, mais de uma vez, o mesmo milagre!
Outra palavra que alguém inventou....

Quem fez a palavra, trouxe a Consciência,
Para o que criou...
Eu quero que venhas às alturas comigo, novamente

Um dia o que foi desfeito, agora será refeito
Essa rima não presta...
Não é aí, a nossa cidade é bem maior!

Foi, talvez por isso, que eu vim primeiro...
Pra te socorrer, do lá menor...

É um som, um acorde, em um violão
Que canta cantigas, tristes e românticas
Que da tristeza, dessa sabemos...

Sabemos do tempo nós poetas.
Não há como eu estar triste, sabendo que tu, também não o estás!
Sabendo de tudo que existe, agora eu posso te falar:

Não te prendes a conceitos que tu não criaste
Porque conceitos, está em toda parte
E nada resolveu, até agora, e agora novamente
Repetindo a palavra, para que compreendas, que agora
Dita pela terceira vez...

Se acordasse já bem cedinho, tu tens que saber
Foi um barulho de passarinho
Que por aí passou e fez um ninho
Bem perto da tua casa e pra ti cantou

'Comédia Romântica', que redundância...
Mas que lindo o pensar de quem o inventou
Se é romantismo é porque o amor aconteceu nessa história
De nós dois, agora!

Estás escutando o passarinho? É um curió...
Podes imaginar o que sinto aqui, sozinho, sem tu
Aqui o nosso cais, porto de partiremos
Pra muitas e longas viagens...

Vou deixar o passarinho, te contar o resto!

E me transformo em pleno Ar e neblina
Cedinho, com o Sol a raiar
Te encontro neste sonho acordado de coexistirmos

Te vi erótica, sentada no chão, do teu banheiro,
Cabelo preso, a água caindo, fazendo carinho...
Decidi, não descrever a cena, por zelo.

Começou agorinha uma chuva bem fina
E tu minha rima estás a sonhar...

Eu aqui acordado velando teu sono, te fiz uma prece!
Vê se não esquece da beira do mar

Não sei descrever essas ondas fluviais, ali do asfalto
E a hora que falto eu não te faltei.
Estive presente em cada segundo. O sinal abriu...
É a coisa mais linda que vi nesse mundo

O carro atravessa o sinal vermelho,
Fico pensando no que te falar e ando ligeiro
De madrugada, pra lá e pra cá

Falando baixinho a quem agora dorme
Não nos meus sonhos, que está muito acordada

Por falar em presente, o que foi aquilo, que não te sobrou
A chuva daqui agora se acalma e baixo a minha voz
Para um dia sabermos o que se passou...

Pedro Torres
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